Luís Alves, nome fictício, com 45 anos de idade, casado com dois filhos, canalizador, com o 9º ano de escolaridade, estudante nocturno, gosta muito de ler, ir ao teatro, ao cinema, passear e é apologista de uma educação ao longo da vida.
Dona Joana, nome fictício, 46 anos de idade, casada, com 4 filhos, doméstica, com o segundo ano de escolaridade, gosta muito de conversar, ler revistas e ler o título dos jornais mais populares, e para si “burro velho não aprende ofícios”.
Dona Joana -Boa tarde senhor Luís, onde vai com esses livros?
Luís Alves – Boa tarde D. Joana, vou para a escola. Como em mais novo não tive oportunidade de estudar, decidi agora recomeçar a minha vida de estudante. Pois o saber não ocupa lugar e é importante estarmos preparados para o futuro.
Dona Joana – Não acha que já é muito tarde para voltar a estudar? Na vida há um momento para tudo, a sua juventude já passou e estudar é para os jovens. Tem de cuidar da casa dos seus filhos e da sua mulher. “Burro velho não aprende ofícios!”
Luís Alves – Não se incomode dona Joana, o saber não ocupa lugar, de “livro fechado não sai letrado”.
Estes dois casos são bem reais, são exemplo de duas mentalidades totalmente opostas. Eu concordo com a mentalidade de Luís Alves, mas o que me leva a pensar assim e o que leva a outras pessoas pensarem como a dona Joana?
O homem, desde o momento do seu nascimento ou mesmo antes de nascer inicia o seu processo de socialização. Esta fase, que corresponde à sua socialização primária é muito importante, pois o individuo tem de assimilar, compreender e interpretar e internalizar as normas sociais pertencentes à sua cultura para nela ser aceite e fazer parte.
No entanto, este processo não é percorrido de igual forma por todas as pessoas: o ser humano é influenciado pelo seu património genético herdado dos seus progenitores, o que lhe confere logo de início uma identidade única. É influenciado também, pelo meio envolvente que lhe favorece ou não as suas características genéticas, ao mesmo tempo que, sendo também ele um agente social, influencia o meio.
Assim, em parte se pode justificar os diferentes comportamentos dos actores em questão. Mas, como devemos interpretar estas duas personagens? Há quarenta anos atrás os professores detinham o saber e o aluno era apenas o receptor da instrução. Mas, na actualidade o acesso ao saber é facultado das mais variadas formas, o saber, a necessidade de informação e da educação faz parte do processo de socialização.
O mundo em que vivemos está em constante mudança ao mesmo tempo que exige uma participação mais activa de cada um dos seus agentes. Da mesma maneira que temos de agir para sermos aceites na sociedade durante a primeira fase da nossa vida, temos, durante a socialização secundária, de agir para também melhor nos adaptarmos às suas mudanças e exigências. Os organismos mais bem adaptados ao meio têm maior probabilidade de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes(1).
Desde o nascimento que o nosso corpo se vai transformando, crescemos, engordamos, as nossa células envelhecem...e morremos. Durante a nossa vida interagimos com o meio e é dessa interacção que é construído o nosso fenótipo. O que nos diferencia dos animais, é a nossa relação socio-cultural, a inteligência e a capacidade de actuarmos voluntária e conscientemente, dependendo embora da plasticidade individual, sobre as nossas acções. O que não podemos, é esquecer que o nosso genótipo se exprime de acordo com as características do meio, onde decorre o nosso desenvolvimento.
Eu penso assim, como pensará a dona Joana? Será que ela poderá mudar em algum momento a sua maneira de pensar? Assim como o senhor luís Alves foi estudar aos 45 anos, pode acontecer que a dona Joana comece a estudar aos 47 anos. O ser humano está em constante mudança porque interage continuadamente com meio envolvente. Uma das características do ser humano é a sua plasticidade que o acompanha ao longo da vida e que se caracteriza pela sua interacção com as outras pessoas, pela sua probidade de interpretar o mundo e as suas mudanças e pela sua capacidade de organização.
A dona Joana, pode de facto também começar a estudar, o senhor Luís Alves, pode influenciá-la e outras pessoas como ele podem interferir nessa decisão. De facto a dona Joana pode ter uma predisposição genética para estudar, mas é necessário que o meio a estimule para que se desenvolva (pois também a pode inibir). Por outro lado o meio pode ser muito estimulante mas é necessário que exista na dona Joana uma predisposição genética para estudar (2)
O homem, desde o momento do seu nascimento ou mesmo antes de nascer inicia o seu processo de socialização. Esta fase, que corresponde à sua socialização primária é muito importante, pois o individuo tem de assimilar, compreender e interpretar e internalizar as normas sociais pertencentes à sua cultura para nela ser aceite e fazer parte.
No entanto, este processo não é percorrido de igual forma por todas as pessoas: o ser humano é influenciado pelo seu património genético herdado dos seus progenitores, o que lhe confere logo de início uma identidade única. É influenciado também, pelo meio envolvente que lhe favorece ou não as suas características genéticas, ao mesmo tempo que, sendo também ele um agente social, influencia o meio.
Assim, em parte se pode justificar os diferentes comportamentos dos actores em questão. Mas, como devemos interpretar estas duas personagens? Há quarenta anos atrás os professores detinham o saber e o aluno era apenas o receptor da instrução. Mas, na actualidade o acesso ao saber é facultado das mais variadas formas, o saber, a necessidade de informação e da educação faz parte do processo de socialização.
O mundo em que vivemos está em constante mudança ao mesmo tempo que exige uma participação mais activa de cada um dos seus agentes. Da mesma maneira que temos de agir para sermos aceites na sociedade durante a primeira fase da nossa vida, temos, durante a socialização secundária, de agir para também melhor nos adaptarmos às suas mudanças e exigências. Os organismos mais bem adaptados ao meio têm maior probabilidade de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes(1).
Desde o nascimento que o nosso corpo se vai transformando, crescemos, engordamos, as nossa células envelhecem...e morremos. Durante a nossa vida interagimos com o meio e é dessa interacção que é construído o nosso fenótipo. O que nos diferencia dos animais, é a nossa relação socio-cultural, a inteligência e a capacidade de actuarmos voluntária e conscientemente, dependendo embora da plasticidade individual, sobre as nossas acções. O que não podemos, é esquecer que o nosso genótipo se exprime de acordo com as características do meio, onde decorre o nosso desenvolvimento.
Eu penso assim, como pensará a dona Joana? Será que ela poderá mudar em algum momento a sua maneira de pensar? Assim como o senhor luís Alves foi estudar aos 45 anos, pode acontecer que a dona Joana comece a estudar aos 47 anos. O ser humano está em constante mudança porque interage continuadamente com meio envolvente. Uma das características do ser humano é a sua plasticidade que o acompanha ao longo da vida e que se caracteriza pela sua interacção com as outras pessoas, pela sua probidade de interpretar o mundo e as suas mudanças e pela sua capacidade de organização.
A dona Joana, pode de facto também começar a estudar, o senhor Luís Alves, pode influenciá-la e outras pessoas como ele podem interferir nessa decisão. De facto a dona Joana pode ter uma predisposição genética para estudar, mas é necessário que o meio a estimule para que se desenvolva (pois também a pode inibir). Por outro lado o meio pode ser muito estimulante mas é necessário que exista na dona Joana uma predisposição genética para estudar (2)
BIBLIOGRAFIA:
- Jaime. (2008). Teoria de Darwin.Teorias Evolutivas. Acedido em: 02Abril de 2008, em: http://bioteamct4.blogspot.com/2008_03_01_archive.html
- Coimbra, Joaquim Luís, (2001): Psicologia, o essencial do 12º ano. Porto: ASA Editores, pp.51.